Concurso Diplomata 2018 é autorizado. Inicial de R$ 16.935,40.

Concurso Diplomata 2018 está autorizado. O Ministério das Relações Exteriores divulgou hoje, 12 de junho, no Diário Oficial da União (DOU), a portaria que estabelece as normas para novo Concurso Público.Veja abaixo mais detalhes sobre o Concurso Diplomata 2018.Concurso Diplomata 2018

Concurso Diplomata 2018

O novo Concurso Diplomata 2018 será destinado ao preenchimento de 26 vagas existentes na classe inicial da Carreira de Diplomata (Terceiro-Secretário). A remuneração inicial é da carreira é de R$ 16.935,40.

Sobre o Concurso para Diplomacia

O acesso à carreira diplomática dá-se por meio de concurso público, sob a coordenação do Instituto Rio Branco, que é o responsável pelo certame, bem como treinamento e aprimoramento dos novos diplomatas.

Etapas do Concurso para Diplomacia

O Concurso Diplomata 2018 deve repetir as fases de sua última seleção que ocorreu em 2017, e foi composta por três fases. A primeira fase será de prova objetiva, de caráter eliminatório, constituída de questões de Língua Portuguesa, História do Brasil, História Mundial, Geografia, Língua Inglesa, Política Internacional, Noções de Economia, Noções de Direito e Direito Internacional Público.

A segunda fase consistirá de provas escritas, de caráter eliminatório e classificatório, de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa. Nesta fase, a banca utiliza o critério de acertos mínimos por provas para que o candidato passe à fase seguinte.

Já a terceira fase e última consistirá de provas escritas, de caráter eliminatório e classificatório, nas seguintes disciplinas:  História do Brasil; Geografia; Política Internacional; Noções de Economia; Noções de Direito e Direito Internacional Público; Língua Espanhola e Língua Francesa. Os candidatos precisam atingir o mínimo pelo conjunto de provas para obterem aprovação na terceira fase.

Estrutura da carreira diplomática

Concurso Diplomata 2018

A Estrutura da carreira diplomática é dividida em seis classes. Os aprovados no concurso diplomata ingressarão como terceiro-secretário. Em seguida, e isso leva anos, são promovidos para segundo-secretário, primeiro-secretário, conselheiro, ministro de segunda classe e ministro de primeira classe (embaixador). Os critérios para a promoção, são os mesmos para outros cargos da administração pública: antiguidade e merecimento.

Além disso, em cada classe, o diplomata precisa permanecer por pelo menos três anos. Os outros requisitos são o cumprimento de tempo de serviço no exterior, tempo de carreira e conclusão de cursos específicos que são oferecidos em cada classe.

A partir do posto de segundo-secretário, a progressão do diplomata fica condicionada ao voto de seus superiores e pares, bem como da avaliação pelas altas chefias do Ministério das Relações Exteriores, tendo o Ministro de Estado entre seus avaliadores.

Na carreira diplomática, da entrada como terceiro-secretário até o ministro de primeira classe, o topo da carreira, levam-se 20 anos para tal ascensão. A permanência em cada lugar dura em média três anos.

 O que faz um diplomata

O diplomata é, antes de tudo, um servidor público federal. Prestam serviços de natureza diplomática e consular, no que tange à representação, negociação, informação, assim como a proteção de interesses brasileiros na esfera internacional. Ou seja, são responsáveis por representar e defender os interesses do Brasil perante a comunidade internacional.

O diplomata tem a incumbência de cooperar com o Presidente da República na formulação de e execução da política externa brasileira.

O diplomata só trabalha em Brasília e no Exterior?

Não. Além da capital federal, o novo diplomata pode ser lotado em umas das representações do Itamaraty no país: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Manaus e Recife.

Em Brasília, há quatro áreas de atuação do diplomata: a geográfica, temática, consular e administrativa.

Representação do MRE no Rio de Janeiro

Na geográfica, o diplomata fica responsável por acompanhar determinada região, analisando seus acontecimentos políticos, sociais e econômicos, dando suporte às missões brasileiras e nas embaixadas, onde houver.

Na temática, o diplomata é responsável por acompanhar algum tema especifico da agenda internacional da qual o Brasil tenha manifesto interesse, e trabalha em negociações de integração regional.

Na consular, ele presta apoio ao consulado brasileiro, atendendo aos interesses e proteção dos brasileiros no exterior.

Na administrativa, trabalha na gestão de postos (representação brasileira) no exterior, bem como atua na administração das finanças, de pessoal, do patrimônio e acompanha as missões brasileiras no exterior.

Benefícios da carreira diplomática

A remuneração inicial do diplomata, é fixado em lei. A lei nº 12.775/2012 estabelece o valor de R$ 16.935,40. O aumento da remuneração se dá pela progressão de classe, mas também, caso ocupe cargos de chefia, assessoria e assistência.

Outro detalhe interessante da carreira diplomática, é sobre o custo de vida no exterior. Os diplomatas que são lotados no exterior são remunerados, conforme o custo de vida do país em que se encontrem, além da ajuda de custo e auxílio moradia que ajuda a cobrir, parcialmente, as despesas com moradia e a mudança.

Os diplomatas e todos os que estão a serviço do Brasil no exterior têm por direito o seguro-saúde.

Os diplomatas que residam no Distrito Federal podem, ainda, ter direito a um imóvel funcional, desde que não possuam imóvel no Distrito Federal. São imóveis cuja administração é do Ministério das Relações Exteriores. Mas a utilização dos imóveis funcionais é de caráter temporário. E aqueles que tiverem interesse devem entrar em uma lista de espera.

Curiosidades da carreira diplomática

Uma das curiosidades tem a ver com o aumento de mulheres que ingressam na carreira diplomática. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério das Relações Exteriores MRE , atualmente, existem 1.556 diplomatas brasileiros, sendo apenas 344 mulheres, um total de 22%. Segundo o MRE, esse número vem aumentando a cada concurso para diplomacia.

carreira diplomatica mulher

Primeira mulher diplomata do Brasil

A primeira mulher que entrou para a carreira diplomática foi Maria José Castro, em 1918. Ela ficou em primeiro lugar no concurso, mas teve sua admissão refutada pelas autoridades da época, mas ela teve a grande defesa de Rui Barbosa, tendo, assim, sido aceita no corpo diplomático do Brasil daquele ano.

Espero que você tenha gostado de saber um pouco mais sobre esta linda carreira pública que é a Diplomacia. Acompanhe diariamente nosso blog para ficar por dentro das principais notícias de concursos. Prepare-se com antecedência aos grandes editais que estão saindo, veja nossos cursos aqui.

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