Pesquisa avalia as 10 principais Técnicas de Estudo. Veja o que realmente funciona!

Você que estuda para concursos públicos certamente já pesquisou na internet: “técnicas de estudos, melhor técnica de aprendizagem, como estudar corretamente”? São inúmeras as dúvidas do estudante/concursando.

Um estudo publicado pela Associação Americana pela Ciência Psicológica avaliou 10 técnicas de estudo e sua efetividade, que foram escolhidas pela sua simplicidade de uso. O estudo foi lançado no início deste ano. A pesquisa pode ser um guia para o estudante nessa jornada rumo à aprovação.

Em resumo, a pesquisa concluiu que distribuir os conteúdos ao longo de um período — não deixando tudo para poucos dias antes da prova — e fazer simulados práticos é uma das maneiras mais eficazes de aprendizagem.

Mas os pesquisadores enfatizaram que um simulado ou teste não se limita a um instrumento de medição de conhecimento sobre um assunto.

Coordenada pelo professor John Dunlosky, do Departamento de Psicologia da Kent State University, o trabalho envolveu pesquisadores das universidades Duke, Wisconsin-Madison e da Virgínia.

As 10 Técnicas de Estudos Mais Utilizadas

As 10 técnicas de estudos que foram analisadas foram classificadas em três categorias de utilidade: baixa, moderada e alta. Na avaliação dos pesquisadores, muitas das práticas mais comuns, como fazer resumos, sublinhar e organizar palavras-chave, não trazem benefícios significativos para uma aprendizagem duradoura.


Técnicas de Estudo de Baixa utilidade

  • Fazer resumo: é a produção de um novo texto, mais curto, que identifique o que é importante e como ideias diferentes se conectam. Bons resumos identificam os pontos mais importantes e capturam a ideia central, excluindo material repetitivo.Avaliação: pode ser uma boa técnica para estudantes que já dominam o processo de resumir. Em geral, crianças, alunos de Ensino Médio e mesmo da graduação precisam de treinamento extensivo para produzir um bom resumo.
  • Destacar ou sublinhar trechos: procedimento adotado por muitos alunos, trata-se de selecionar informações relevantes em um texto.Avaliação: na maior parte das situações examinadas, destacar trechos melhora muito pouco a performance. Pode até ajudar em textos difíceis, contudo, pode atrapalhar a compreensão para tarefas que exigem que os estudantes façam inferências.
  • Palavra-chave mnemônica: consiste em produzir listas de palavras que se relacionam, com o objetivo de memorizá-las. Criando imagens mentais, pode ser usada no estudo de vocabulário de uma língua estrangeira, para decorar capitais de estados, a ordem dos planetas, ou mesmo na compreensão de textos.

Avaliação: pode ser útil para alguns conteúdos, mas não é altamente eficiente, em termos de tempo necessário para treino e geração das palavras-chave. Não costuma gerar conhecimento duradouro. Além disso, não está claro se estudantes realmente se beneficiam quando eles mesmos têm de criar as palavras-chave.

  • Usar imagens: enquanto leem ou escutam uma explicação, os estudantes criam imagens mentalmente ou desenham figuras que representem o conteúdo em foco.

Avaliação: os benefícios do uso de imagens para estudar por meio de texto é restrito a alguns conteúdos e a testes de memória. Porém, ainda são necessárias demonstrações da eficácia da técnica para retenção de conteúdos por longos intervalos.

  • Releitura: ler novamente um texto inteiro, alguns trechos ou anotações é um dos métodos mais populares entre os estudantes.

Avaliação: embora os benefícios da releitura tenham sido demonstrados para uma vasta gama de materiais, quase não há pesquisas envolvendo estudantes em idade escolar. A maioria dos efeitos foram detectados em medições de memória, ao passo que o benefício para a compreensão é menos verificável.

Técnica de Estudo de Utilidade moderada

  • Questionamento elaborativo: instiga estudantes a gerar uma explicação para um fato. Busca respostas para questões como “por que isso faz sentido?”, “por que é verdade?” ou simplesmente “por quê?”Avaliação: os benefícios da técnica são mais limitados conforme os níveis de conhecimento dos alunos. Estudantes jovens ou com pouca noção do tema estudado tendem a ter algumas dificuldades para elaborar explicações. Além disso, a técnica é mais indicada para se trabalhar com assuntos factuais, sendo menos útil em tópicos complexos.
  • Elaborar explicação própria: demanda que os estudantes reflitam sobre como uma nova informação está relacionada com uma informação que já conhecia ou que expliquem as medidas tomadas durante a resolução de determinados problemas.Avaliação: um fator positivo é que os efeitos desta técnica já foram demonstrados com conteúdos diferentes. Contudo, ainda são necessárias novas pesquisas para estabelecer até que ponto estes efeitos não se devem ao nível de conhecimento dos estudantes.
  • Estudo intercalado: em vez de organizar uma cronograma de estudos que priorize um conteúdo determinado, que só é substituído depois de totalmente revisada, os estudantes intercalam conteúdos e matérias à sua rotina.Avaliação: de um lado, o estudo intercalado mostrou proporcionar bons resultados na aprendizagem de matemática, entre outras habilidades cognitivas. Do outro, a literatura científica a respeito da técnica ainda é pequena.

Técnicas de Estudo de Alta Utilidade

  • TESTES PRÁTICOS/ SIMULADOS : visto como “mal necessário” por muitos estudantes, afinal, costumam ser aplicados como meio de avaliar a aprendizagem. Esta visão, contudo, é inadequada, pois os testes também melhoram a aprendizagem.

Avaliação: os efeitos dos testes foram demonstrados em grande escala em diversos formatos, tipos de material e faixas etárias. Por isso, testes práticos têm ampla aplicabilidade. Comparado a outras técnicas, não toma muito tempo e pode ser implementado depois de pouco treino.

  • Estudo distribuído: estudantes tendem a revisar conteúdos às vésperas das provas, crendo que a estratégia seja eficaz. Embora seja melhor do que nada, o resultado é mais positivo quando a mesma quantidade de tempo gasto em um “mutirão de última hora” é distribuída ao longo de um período. O benefício de retenção dos conteúdos em longo prazo é maior.

Avaliação: funciona com estudantes de idades diferentes, com grande variedade de conteúdos, mesmo depois de grandes intervalos. É fácil de implementar, embora exija algum treinamento. Pesquisas sugerem que o estudo distribuído também funciona com conteúdos complexos.

CONCLUSÃO DO ESTUDO

 John Dunlosky  entende que os estudantes devem se esforçar para distribuírem seu aprendizado ao longo do tempo . Então, depois de uma prova, deveriam começar a estudar para a próxima, com uma meta de rever e fazer testes práticos sobre os conteúdos mais importantes em diversas sessões de estudo antes do exame seguinte.

Em vez de empilhar oito horas de estudo na noite anterior a um teste, só precisam distribuir essas oito horas ao longo de algumas semanas. Fazer isso vai dar um grande impulso na retenção a longo prazo, muito além da próxima prova.

Os estudantes precisam focar mais em organizar seu tempo, mas eu recomendo muito que usem uma combinação de testes e práticas distribuídas para aprenderem as informações mais importantes de que precisarão nas aulas futuras, na vida e no trabalho.

Acompanhe aqui os principais concursos públicos abertos no Brasil

Acompanhe diariamente nossa página para ficar por dentro dos principais editais e Concursos públicos abertos no Brasil. E lembre-se de assinar nosso canal do YouTube para ter acesso aos nossos aulões online, ao vivo e gratuitos, lá tem muita dica para você arrebentar no concurso que você quer fazer. Acesse aqui.

Assessoria de Comunicação Estúdio Aulas

Receba por e-mail EM PRIMEIRA MÃO notícias, editais e inscrições para concursos!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.