Quebrando Mitos nos Concursos Públicos

Olá, Nação concurseira, hoje vamos falar sobre Mitos nos concursos públicos.

Mas antes, como vão estudos? Espero que você esteja mantendo seu planejamento e seguindo firme no seu propósito de se tornar servidor. No artigo de hoje vamos falar sobre os grandes mitos no mundo dos concursos públicos. Mitos que de tão frequentes, ficaram enraizados no pensamento coletivo, se tornando quase um mantra entre os candidatos. Tudo que está explicitado neste artigo são resposta às perguntas enviadas por vocês através de nossos canais de comunicação do Estúdio Aulas.

Vamos aos mitos!

1 – Para passar em concurso você só precisa sentar e estudar.

Se fosse assim, qualquer um passaria. Não é só sentar e abrir o computador, livro ou caderno e ligar o cronometro. Você precisa, sobretudo, ter planejamento e comprometimento consigo mesmo. E você só planeja, porque já decidiu o concurso, ou já focou em uma área, já adquiriu materiais, já montou seu cronograma, enfim, está decidido que nada vai detê-lo nessa caminhada.

Além desse, há ainda muitos mitos nos concursos públicos, como você verá a seguir.

2- Overtraining

Você não precisa estudar 12h líquidas para ser aprovado. Isso nem é indicado. Vejamos. Se há algo comprovado por quem entende de treinamento em alta performance para grandes atletas e que parece que os concursandos andam copiando do mundo dos esportes é o “Overtraining”.

Basicamente, significa o excesso de treinamento. O Overtraining acontece quando a pessoa treina de forma inadequada, sem respeitar os intervalos ou tempo de recuperação do próprio corpo. Levando-o ao desgaste extremo e, por conseguinte, a sequelas.

Os concursandos que estudam em cargas horárias excessivas, além de 6 horas, por dia, por exemplo, estão sujeitos a essas mesmas consequências, de forma adaptada. Quais sejam: perda da produtividade, diminuição da capacidade de reter conteúdo, ansiedade, insônia, e até depressão, só para citar alguns.

Estudos diários de 4 horas, juntamente com uma vida equilibrada, podem render a você muito mais resultados positivos do que 12h de estudos descontrolados.

3- Em ano eleitoral não pode ter concurso

Ano que vem o país já passará por novas eleições. E aí surgirão milhares de mensagens, falando sobre a paralisação dos concursos no respectivo ano. Isso não procede. A Lei nº 9.504/1997, Lei Eleitoral, determina que é proibido, nos três meses que antecedem o pleito e até a posse dos eleitos: “nomear, contratar ou, de qualquer forma, admitir ou demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou, por outros meios, dificultar ou impedir o exercício funcional e ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor público […]”, vide o artigo 73, inciso V da Lei, confira aqui. Neste mesmo artigo 73, o legislador deixou claro a seguinte ressalva: poderá ocorrer a nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até o início daquele prazo, qual seja, três meses anteriores ao pleito.

Resumindo: poderá haver nomeações até às vésperas das eleições, desde que o concurso seja homologado três meses antes do pleito. Está na lei.

Além desses acima citados, há outros grande mitos nos concursos públicos, como o nosso número 4.

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Mitos nos concursos públicos

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4- Concurso público é uma fila

Acho que o autor dessa frase, salvo engano, é o professor e juiz, William Douglas, que quando disse isso, quis apenas deixar claro que se por algum motivo você saísse da “fila”, muitos tomariam a sua frente, e se por acaso, você decidisse voltar, teria de recomeçar.

Por fila, entende-se um local para permanecer, até chegar a sua vez. Mas sabemos que cada candidato tem uma história de vida muito particular, não cabendo, portanto, comparações com terceiros. Respeite o contexto da sua vida. Uns, levarão 6 meses para passar; outros, 6 anos. Ou seja, não há um tempo exato para se passar em concurso. E você que está começando vai ouvir que é preciso respeitar a “fila”. Desrespeite-a. O tempo da sua aprovação vai depender de como você trata o seu sonho de ser servidor.

5- Estudou 45 dias e passou em um concurso federal

“Essa gente inventa cada coisa”. Se o candidato já se prepara há algum tempo e de repente sai um edital que ele não estava esperando, mas coincide com o que ele já estava estudando, aí tudo bem. Ele só precisou aprender poucas coisas e foi bem-sucedido. Caso contrário, não. Um tempo de 45 dias não é suficiente nem para aprender todo conteúdo de Português, por exemplo, que dirá de oito ou dez disciplinas.

Um dos maiores mitos nos concursos públicos, sem dúvida, é o nosso próximo item.

6- Candidato tatuado não pode prestar concurso.

A decisão sobre ter tatuagem e prestar concursos públicos veio, em 2016, quando o Supremo Tribunal Federal- STF julgou um caso de um candidato a Bombeiro Militar de SP, reprovado na inspeção médica, após ter exibido a tatuagem. Por 7 votos a 1, o STF decidiu que só seria cabível alguma restrição se o conteúdo da tatuagem violasse “valores constitucionais”, tais como: incitação à violência, grave ameaça a outra pessoa, discriminação ou preconceito de raça e cor ou apologia da tortura e terrorismo. Após a decisão favorável do STF, o candidato pode tomar posse no Corpo de Bombeiros Militares de SP.

7-  Quem tem passagem pela polícia não pode fazer concurso

Nesses casos, o indivíduo que já tem passagem pela polícia precisa comprovar que não foi condenado. Todavia, há o impeditivo quando se tratar de concursos relacionados às Forças Armadas e Justiça.

Por hoje é só, concursando. Espero que você tenha gostado. Compartilhe com seus amigos.

Jornalista Soraia Cantanhede

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